Dúvidas


 

Como é sua abordagem terapêutica?

Minha terapêutica é filosófica, não psicológica, isso significa que não parto de leituras diagnósticas comuns da psicologia, mas de uma reflexão aberta sobre a existência, os contextos e os modos de vida. Inicio com uma escuta aberta sem pressuposições, visando compreender os distintos modos de existir, considerando os espaços em que a pessoa transita e considerando as características singulares de cada um. Num diálogo aberto, com um viés filosófico e contextual, trabalho com dilemas, paradoxos e questões existenciais, visando ampliar perspectivas sobre si, encontrando outros meios de expressão e inserção no mundo.


O que é a Terapia Filosófica?

Uma disposição terapêutica que parte de uma perspectiva filosófica, que elaborei após 15 anos de experiência enquanto terapeuta e pesquisas em filosofia, psicologia e ciências humanas. Trata-se de uma prática que oferece uma escuta atenta e um diálogo reflexivo sobre dilemas, afetos e experiências. O objetivo não é elaborar diagnósticos nem oferecer "guias de como viver", mas proporcionar um espaço para repensar a vida de maneira singular, considerando as diferenças de cada um, buscando encontrar modos próprios para lidar com as questões e os paradoxos da vida. Enfim, um convite a pensar e viver de outro modo, mais salutar e criativo. Mais sobre >


Qual a diferença entre a sua prática e a psicologia tradicional?

Apesar de ter formação em psicologia e atuado como psicólogo por um bom tempo, trabalho atualmente com uma terapêutica filosófica, que não é psicológica. Enquanto a psicologia tradicional costuma se apoiar em diagnósticos, teorias sobre o comportamento e as emoções, meu trabalho privilegia o diálogo e reflexão aberta sobre as experiências, vivências e percepções de cada pessoa, buscando tomar contato com o que há de singular e distinto, considerando os contextos de cada um.


Você atende online ou presencialmente?

Atendi por muitos anos presencialmente, porém atualmente tenho me dedicado principalmente ao atendimento online. Tenho um espaço preparado para isso, que consiste numa sala privativa com isolamento acústico, garantindo conforto e sigilo, onde atendo por chamada de vídeo. Além disso, realizo no máximo três atendimentos por dia, para preservar a qualidade dos atendimentos. 


Você trabalha com diagnósticos ou tratamentos?

Meu trabalho não se orienta por diagnósticos ou categorias clínicas. Não busco “curar” ou "ajustar" pessoas, mas abrir espaços de reflexão para experimentar e encontrar outros meios de lidar com dilemas e questões, bem como encontrar e compor ferramentas para reagir a situações que emergem da vida. Não ofereço respostas prontas nem guias de conduta, mas perguntas que abrem caminhos, proporcionando maior abertura, clareza e liberação para outras possibilidades de vida.


Como a filosofia se conecta com a terapia?

A filosofia amplia horizontes, questiona o óbvio, problematiza verdades estabelecidas e abre novas perspectivas de entendimento e de vida. Na terapia, ela contribui para pensar a vida não apenas como ajustamento, mas como um campo de criação e expansão. O termo “terapia” vem do grego "therapeia", que significa cuidado, cultivo e acompanhamento, apenas em seu uso recente foi apropriado pelo campo da saúde, mas seu sentido originário é mais amplo.


Quem pode participar dos atendimentos?

Qualquer pessoa que queira repensar sua vida, suas escolhas e relações. Não é preciso ter conhecimento em filosofia.


Os cursos que você oferece precisam de alguma formação?

Não é necessário. Tanto os cursos quanto os grupos de estudos são abertos a qualquer pessoa interessada. São espaços livres, voltados a quem deseja mergulhar em reflexões sobre a filosofia, a subjetividade e modos de vida, sem a necessidade de uma formação prévia. Ver cursos disponíveis >


Quais teorias e autores orientam seu trabalho?

Minha prática se inspira em campos como a filosofia da diferença, a perspectiva crítica e as artes contemporâneas, dialogando com a história e a sociologia. Entre as principais referências estão Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Gilles Deleuze, Byung-Chul Han e Thomas Szasz. Cada um deles oferece perspectivas singulares para pensar o cuidado, a liberdade e a vida.


Você é psicólogo ou filósofo? Qual sua formação?

Tenho formação em Psicologia, Filosofia e Pedagogia, com especializações em Psicoterapia Fenomenológico-Existencial, Aconselhamento Filosófico e Ensino de Filosofia. Não atuo como psicólogo, mas como terapeuta filosófico e professor, com mais de 15 anos de experiência. Mais sobre >


Quais as diferenças entre psicólogo e terapeuta?

O psicólogo é um profissional com formação em psicologia e inscrito no CRP, que trabalha com diagnósticos, laudos e protocolos clínicos. Já o terapeuta é um profissional que oferece cuidado, escuta e acompanhamento a partir de formações diversas. Minha atuação como terapeuta filosófico me permite trabalhar de uma maneira mais livre e plural, não reduzindo a experiência às categorias da psicologia tradicional. Mais sobre >


Para que serve uma terapia filosófica?

A terapia é um espaço seguro e sigiloso para falar sobre suas inquietações, seus dilemas e questões existenciais, onde podemos compreender melhor nossas experiências e pensamentos por meio do diálogo e reflexão, ampliar perspectivas e encontrar caminhos mais afirmativos diante da vida. É uma atividade que propõe uma maior clareza e fortalecimento diante das dificuldades da vida.


A terapia filosófica substitui psicologia ou psiquiatria?

Não. A terapia filosófica é uma atividade voltada à reflexão sobre a vida e escolhas, não substitui acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou médico. Se houver necessidade de cuidados clínicos específicos, é recomendável procurar um profissional da área correspondente.


Outras dúvidas?

Se sua questão não estiver acima, entre em contato. Terei prazer em responder.

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